A Linksport continua a apostar no aumento do nível competitivo do karting em Portugal, e vai implementar até ao final do ano a troca de kart, denominado internacionalmente por “quick change”, em todas as provas de Endurance.
O sorteio e os karts que são entregues às equipas, nem sempre estão de acordo com o esperado, possivelmente por “uma questão financeira, dado que exige investimento em material e em recursos humanos para encontrar o equilíbrio entre todos”, como diz Hugo Vizela da Megashowbiz. João Brites, da Asphalt Knights, identifica a troca de karts como “fundamental” numa Endurance, mencionando que parte da desigualdade de andamento das frotas actuais “é disfarçada com a quem sai o bom e a quem sai o mau”.
Como refere António Baptista da equipa Cimeira, sabemos que “a troca de karts em provas de resistência é a melhor forma de equilibrar as diferenças dos karts”, indicando também um ponto importante, mas que não é tão fácil de implementar, quando diz que “têm de ser trocas totalmente cegas, caso contrário podem ainda acentuar mais essas normais diferenças de andamento”. Nesse mesmo ponto toca Hugo Vizela ao dizer que “a troca de karts a cada turno é importante ser feita de maneira que não haja possibilidade de escolha do kart seguinte e que se mantenha a aleatoriedade inicial”. Filipe Paço da KMED corrobora ao sublinhar que “se a troca for feita com alguma aleatoriedade ainda melhor”.
Se os nossos pilotos pedem, nós vamos fazê-lo e será algo que vamos trabalhar junto dos kartódromos. Para isso, serão precisos mais recursos humanos e naturalmente mais dinheiro ou, de alguma forma, reinventar o sistema para que não seja “frustrante um fim de semana de corridas de 24, 12 ou mesmo 2 horas acabar logo nos cronometrados” como diz João Brites.
O quick change vem trazer “uma componente interessante na estratégia de corrida, dado que permite reduzir ou alongar turnos em função da performance do kart usado em cada momento”, diz Hugo Vizela, e João Brites completa com “a troca de kart veio eliminar uma grande fatia de sorte nas corridas ao mesmo tempo que coloca a gestão de box a um nível superior”.
Isto foi algo que na nossa prova de teste com o sistema, em Palmela, já se verificou bastante, com equipas a adoptarem estratégias completamente diferentes para tentar chegar aos karts supostamente melhores… nem sempre com sucesso!
Devidamente testado e comprovado nas corridas internacionais, este será certamente o caminho a seguir.
Estamos a preparar da melhor forma o ano 2021. Não será perfeito nem ao gosto de todos mas, com o tempo, pretendemos tornar o sistema o mais aleatório e justo possível e, para isso, contamos com o apoio das equipas e kartódromos!
Duarte Lopes - Linksport