Agora que o campeonato terminou, há sensivelmente uma semana, é hora de fechar as contas, olhar para o que foi feito, curiosidades, factos e números, e tentar prever aquilo que o futuro nos poderá trazer a nós como espectadores, mas acima de tudo às equipas.
Podemos partir o campeonato em duas partes, primeira parte com a ANF e a Recipharm muito iguais do início ao fim, que o diga o pontinho que separou o campeão e o vice campeão, e com apenas dois golos na diferença entre golos marcados e sofridos, valeu a maior experiência da ANF que no momento chave soube puxar dos galões para se tornar novamente campeã. Colectivos muito fortes, que se diferenciaram das demais equipas. Vítor Lagarto, Fábio Oliveira, Rúben Gonçalves, Sandu e Leandro foram os que mais visibilidade tiveram e que arrecadaram prémios individuais.
Na segunda metade da tabela, uma luta a quatro equipas como nunca foi visto, uma aguerrida e brava luta pelo pódio, no que ao terceiro lugar diz respeito. Números muito similares entre J&J que garantiu o ambicionado terceiro lugar, muito por culpa da sua boa organização defensiva. Sem jogadores fenomenais, fazem-se valer pela humildade e entrega e uma harmoniosa disciplina entre os seus jogadores, que viram ainda Correia e Riscado ganharem prémios individuais. A Alliance que terminou em quarto, foi muito irregular, fez jogos muito bons a abrir a época e foi caindo, recuperando na segunda volta às boas exibições que permitiram fechar a época a jogar um futebol mais plausível à sua reconhecida qualidade, Landim e Vítor Martins não foram esquecidos por tudo que têm dado à competição e pela atitude a que brindam os adversários e a competição. Glintt e Novartis, por esta ordem fecham a tabela classificativa, embora muito próximos da Alliance. Na Glintt não consideramos ter havido falhas, mas sim o preço de uma ausência prolongada em que pagaram a factura do ritmo imposto pelos adversários, e um recomeço que é sempre duro. Na Novartis, equipa que foi muito irregular, com várias baixas e ainda uma forçada falta de comparência, custam caro num campeonato muito equilibrado a seis equipas. O que é uma pena dada a qualidade inegável dos azuis da Novartis. Ornelas jogador mítico da competição, Ricardo Bem Haja, o "faz tudo", Pedro Ribeiro sempre exemplar em todas as suas intervenções e o goleador Everton arrecadaram também prémios para as suas galerias de troféus.
Na próxima época, haverá mudanças, seguramente, mas com uma Recipharm e uma ANF a este nível, acompanhada, esperamos, por uma Novartis compenetrada em serem eles próprios todas as semanas, uma Glintt que virá muito mais forte e preparada, uma J&J que se aproxima a passos largos dos gigantes e que é das melhores equipas, colectivamente falando, uma Alliance que a começar a nova época como acabou esta, se a isso juntarmos as novidades que estão para chegar, podemos ter um campeonato de maior qualidade e com mais equilíbrio na luta pelo título.
Desejamos a todas as equipas um feliz Natal e um próspero ano novo, dentro e fora das quatro linhas. Que nos encontremos em 2020 com o mesmo rigor, atitude, alegria, e bom futsal.